MESMO COM PRODUÇÃO RECORDE NO BRASIL, O CAFÉ DEVE CONTINUAR PESANDO NO BOLSO DO CONSUMIDOR
- 09/02/2026
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Mesmo com produção recorde no Brasil, o café deve continuar pesando no bolso do consumidor nos próximos meses. A alta demanda mundial e os estoques internacionais ainda reduzidos ajudam a manter o produto valorizado no mercado.
O Brasil, maior produtor e exportador de café do planeta, registrou uma safra histórica estimada em 66,2 milhões de sacas. Apesar do volume expressivo, o cenário global ainda é de oferta limitada. Países tradicionalmente consumidores seguem ampliando o consumo, e novos mercados também ganham destaque, como China, Vietnã e Colômbia, que vêm aumentando a procura pelo grão.
Para os produtores brasileiros, o cenário traz perspectivas positivas. As chuvas registradas no fim do ano passado favoreceram o período de floração das lavouras, o que pode garantir um aumento na produção e ajudar a manter o país em posição de destaque no setor cafeeiro mundial. Especialistas do agronegócio apontam que as condições climáticas foram fundamentais para o bom desenvolvimento das plantas, o que pode refletir em novas safras volumosas.
Por outro lado, o reflexo para o consumidor ainda deve ser sentido nos supermercados e cafeterias. Mesmo com a safra recorde, a combinação entre demanda aquecida e estoques globais reduzidos mantém os preços do café elevados. Analistas do mercado avaliam que a tendência é de estabilidade em patamares mais altos, pelo menos no curto prazo.
O café é um dos produtos mais tradicionais da economia brasileira e tem forte impacto na cadeia produtiva e no consumo interno. O desempenho das próximas safras e as condições do mercado internacional serão fatores decisivos para definir o comportamento dos preços nos próximos meses.
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