TRAGÉDIAS FAMILIARES REACENDEM DEBATE SOBRE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E SAÚDE MENTAL NO PAÍS
- 16/02/2026
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Dois crimes registrados em períodos distintos, nas cidades de Itumbiara (GO) e Jaú (SP), chamaram a atenção pela semelhança das circunstâncias e pela gravidade dos atos. Em ambos os episódios, pais mataram os próprios filhos e, posteriormente, cometeram suicídio.
O caso mais recente ocorreu em fevereiro de 2026, quando um secretário municipal matou os dois filhos dentro da residência da família. Segundo investigações, a mãe das crianças não estava no local e o crime foi tratado como homicídio seguido de suicídio. Mensagens deixadas pelo autor indicaram possíveis conflitos conjugais, levantando a hipótese de violência vicária — quando o agressor atinge familiares para provocar sofrimento emocional no parceiro.
Já em janeiro de 2010, em Jaú, um pai matou os dois filhos dentro de um quarto de hotel após sedar as crianças. Ele chegou a comunicar o crime à recepção antes de morrer. O caso também envolvia histórico de separação conjugal e conflitos familiares.
Especialistas apontam que crimes dessa natureza frequentemente estão ligados a disputas familiares, ciúmes, sentimento de posse e transtornos emocionais não tratados. Autoridades e profissionais da área social destacam a necessidade de fortalecimento de políticas públicas, ampliação do acolhimento psicológico e incentivo à denúncia de violência doméstica como formas de prevenção.
Os episódios reforçam o alerta para a identificação precoce de sinais de risco, como ameaças, isolamento social e alterações comportamentais, fundamentais para evitar novas tragédias familiares.
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